História das eleições presidenciais no Brasil – 1985

Após falarmos do Regime Militar e eleições indiretas no post anterior, damos sequência a nossa série se publicações que comenta a história das eleições presidenciais no Brasil, agora com a primeira eleição após o Regime Militar e a última indireta que nossa República teve, as eleições de 1985. Neste ano disputaram a presidência: Tancredo Neves, tendo José Sarney como vice em sua chapa; e Paulo Salim Maluf, com Flávio Portela Marcílio para vice-presidente.

As eleições de 1985 foi marcada, sobretudo, por um dos maiores movimentos cívico que o Brasil já teve, o movimento das “Diretas Já”. Este movimento foi iniciado em 1983, pelo senador alagoano Teotônio Vilela, que sonhava com o país livre novamente, redemocratizado, onde o povo poderia escolher livremente o seu presidente, mas infelizmente em decorrência de um câncer generalizado, o senador faleceu no dia 27de novembro de 1983.

Teotônio tornou-se o símbolo dos ideais democráticos e mesmo após sua morte o movimento que iniciou não parou, o recém deputado eleito, Dante de Oliveira, pelo PMDB de Mato Grosso, começou a recolher assinaturas dos colegas do Congresso para apresentar uma emenda à Constituição que retornariam as eleições diretas no país. A emenda ficou conhecida pelo nome de seu autor, Dante de Oliveira.

A emenda contou com apoio de expoentes da política nacional da época, como o deputado federal por São Paulo, Ulysses Guimarães, os governadores, Tancredo Neves de Minas Gerais, Leonel Brizola do Rio de Janeiro, Miguel Arraes de Pernambuco e Franco Montoro de São Paulo, além do então senador Fernando Henrique Cardoso e o presidente do partido dos trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje impõe uma nova ditadura, a do PT, mas esta fica para uma outra oportunidade.

O movimento ganhou as ruas e o apoio popular, mas mesmo com tanto empenho dos líderes e participação do povo, a Emenda Dante de Oliveira não foi aprovada para o pleito daquele ano.

Embora as eleições de 1985 tenham sido indireta, ela se configurou como uma eleição direta, contando inclusive com todo aparato do marketing político. Houve realizações de comícios, criação de jingles e utilizações de bandeiras, por exemplo.

A eleição marcou o fim do regime autoritário que já durava 21 anos, com a vitória de Tancredo Neves e a promessa de que aquela seria a última eleição indireta no Brasil, dando início a um novo ciclo na história do país, começando o que Tancredo dizia, a Nova República.

Paulo Maluf sabia que perderia a eleição, e mesmo assim foi até o fim, o que foi muito importante para o retorno do regime democrático no Brasil, pois o sustento de sua candidatura até o dia das eleições legitimou a vitória de Tancredo, neutralizando os mais radicais da direita que poderiam iniciar um movimento para anulação das eleições.

Embora Tancredo Neves tenha sido eleito presidente do Brasil, ele não assumiu. Na véspera de sua posse, no dia 14 de março de 1985, foi internado em estado grave, assumindo interinamente a presidência, seu vice, José Sarney, que foi efetivado no cargo no dia 21 de abril de 1985, dia da morte do presidente eleito, Tancredo Neves.

Assim foram as eleições de 1985.

E com este post chegamos ao fim da série de publicações sobre a história das eleições presidenciais no Brasil. Falamos sobre as eleições do período da República Velha, eleições de 1930 e período do Estado Novo, eleições de 1950, de 1955, de 1960, e o último post que falamos do período do Regime Militar e eleições indiretas. As outras eleições são recentes e a maioria de nossos leitores a conhecem, por isso, julgamos desnecessário comentarmos a cerca delas, mas para nota, as eleições que se seguiram: Fernando Collor de Melo, eleito em 1989; Fernando Henrique Cardoso, eleito em 1994 e 1998; Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em 2002 e 2006; e a última eleita, Dilma Vana Rousseff, em 2010.

Um forte abraço e espero todos vocês no próximo post.

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