Campos deixa vácuo na política nacional

Quero iniciar registrando o meu pesar pela morte, não apenas de Eduardo Campos, mas também pelas dos outros seis brasileiros vitimados no mesmo acidente.

Ontem o Brasil foi surpreendido pela violenta notícia da morte do presidenciável, Eduardo Campos, em trágico acidente aéreo. Esta surpresa nos traz tristeza que não encontra apoio em que se console.

Eduardo Campos foi deputado estadual, secretário em Pernambuco, deputado federal, ministro da Ciência e Tecnologia, governador e sem dúvida nenhuma, era a maior figura da renovação política brasileira. Este evento é ruim e danoso à nossa democracia, haja vista a dificuldade que o Brasil tem para renovar o seu quadro. Campos preenchia o espaço alternativo da polarização existente há anos, entre PT e PSDB, abrindo a terceira via que abrigava a esperança e os sonhos de milhões de brasileiros que acreditavam que ele seria o protagonista de uma grande transformação no País.

A morte do candidato à Presidência da República poderá representar reviravolta eleitoral, os partidos da coligação “Unidos para o Brasil”, composta pelo PSB, PHS, PRP, PPS, PPL e PSL, têm o prazo de 10 dias corridos para definir o nome do novo concorrente, que pode ser de qualquer uma das seis siglas. Naturalmente o de Marina Silva, que concorria ao cargo de vice-presidente, já é ventilado pela imprensa. Silva é filiada ao PSB, partido de Campos.

O acidente é uma tragédia, não só política, mas também familiar; 13 de agosto, dia da morte de Eduardo Campos, coincidentemente é a mesma data que o seu avô e mentor político, Miguel Arraes, falecido em 2005. Campos completou 49 anos no último domingo, dia dos pais e na próxima segunda-feira será o aniversário de sua esposa, Renata Campos, com quem comemoraria, juntamente aos seus cinco filhos.

Eduardo Henrique Accioly Campos morreu lutando pelo que acreditava e em sua biografia deixa um legado de luta pela mudança do Brasil e mudança de vida de milhões de brasileiros. Além da dor que toma familiares, amigos e o povo pernambucano, Campos deixa órfã a renovação da política brasileira.

 

Artigo nosso, originalmente publicado no Jornal Hojemais, edição 1.853, de 14 de agosto de 2014.

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eBook grátis: Planejamento de Campanha Eleitoral – o guia definitivo

Participamos do desenvolvimento do eBook, grátis, para pré-candidatos às eleições deste ano. A publicação tem o objetivo principal de orientar o planejamento estratégico da campanha; entendendo que não é simples planejar uma campanha eleitoral, pois são muitos detalhes para cuidar, como: logística, comunicação, cabos eleitorais, orçamento e etc. Foi sintetizado o passo a passo para uma corrida eleitoral vitoriosa.

Estudos revelam que uma boa campanha tem dois lados: offline (campanha tradicional) e online (campanha virtual). Com isso, muitas equipes ainda têm dificuldades em planejar a campanha tanto no meio online quanto no offline. Nosso objetivo, com o eBook, é justamente dar um norte para essas pessoas, com um passo a passo simples e didático.

Pensando nisso, decidimos produzir este guia definitivo, que certamente ajudará gratuitamente vários candidatos em todo o Brasil.

Baixe aqui o seu eBook: Planejamento de Campanha Eleitoral: o guia definitivo.

Quando o lê, nós quereremos saber o que achou do eBook que preparamos para você. Deixe-nos o seu comentário.

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Eduardo Campos dispensa marqueteiro para campanha presidencial

Um jornal de São Paulo noticiou que Eduardo Campos (PSB) decidiu caminhar em 2014 sem orientação profissional em marketing político, isso deverá custar sua derrota no primeiro turno, selando assim, a passagem de Aécio Neves (PSDB) para disputar com Dilma Rousseff (PT), em segundo turno, quem vai governar o Brasil nos próximos quatro anos.

Há algumas semanas o cenário vem se configurando para um possível segundo turno, mas sem um adversário definido para Dilma, porém, com esta decisão de Campos, Aécio certamente estará lá, disputando com a candidata petista, nas eleições 2014

Caberá ao argentino, Diego Brandy, cuidar apenas dos programas de campanha para a TV e o rádio.

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Segundo turno em São Paulo – Serra x Haddad

Pesquisas já circulam nos veículos de comunicação e apontam a largada de Fernando Haddad com 10% de vantagem sobre José Serra. Alguns consultores já apontam como certa a vitória do petista, e pelo resultado do primeiro turno, tenho cautela em afirmar isso. O que vimos foi uma eleição de voto puramente racional, sem grande envolvimento de militância.

Tudo indica que o tom da campanha de Serra, no segundo turno, será moralidade, e penso que não deve ser diferente. O PSDB já errou em 2006, quando foi comparar obras realizadas pelos governos Lula e Alckmin, o primeiro obviamente tinha mais obras, no Brasil inteiro, e o resultado não poderia ter sido diferente, derrota tucana e o que é pior! Geraldo Alckmin conseguiu a façanha de ter menos votos no segundo turno, do que no primeiro. Eles esqueceram o mensalão, coisa que não ocorrerá nesta eleição.

E uma vez mais quis o destino que o mensalão fosse discutido em período eleitoral, e este, mais a fragilidade do programa de governo de Celso Russomanno, deu uma sobrevida à candidatura de Serra que parecia que nem chegaria ao segundo turno da disputa, conseguiu.

É certo que a rejeição de José Serra chegou a patamares elevados, o que efetivamente diminui o seu teto, um risco. Levando em consideração a rejeição do primeiro turno, o tucano tem pouco mais de 20% de potencial de crescimento e seu adversário, o dobro.

É certo que o ambiente eleitoral está favorável a Fernando Haddad, sinto um espírito de mudança entre o povo paulistano.

Voltando ao mensalão, especialistas afirmam que ele não trará muita diferença, concordo. O voto municipal e o processo de escolha do candidato em eleições desta natureza, tendem a ser levado em consideração, questões locais, a micro política. Mas ainda sim é uma das melhores cartas tucana no jogo posto na mesa das eleições em São Paulo.

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Você rejeita, mas não odeia

O exercício da profissão de Consultor em Marketing Político deve ser caracterizado, sobre tudo, pela observação, e foi assim que nasceu este novo post para o Atrás do palanque.

Andando pelas ruas da cidade de São Paulo e ouvindo o que diz o povo, é muito comum se deparar com eleitores afirmando que não votarão em José Serra, fato comprovado em recente pesquisa, que mostra sua rejeição na casa dos 45%. Elevadíssima, o que torna a campanha de alto risco para o candidato, mas o que motivou este texto foi um comentário que ouvimos: “este ano está ruim para o Serra, o povo odeia ele, você viu a rejeição que ele tem?”. Este humilde eleitor, claramente não sabe o que significa REJEIÇÃO de candidatos em campanhas eleitorais.

Mas afinal o que é isso?

Primeiro, rejeição a um candidato indicada em pesquisa eleitoral não significa ódio a ele, os números mostram apenas a resposta a seguinte pergunta: Em quais desses candidatos você não votaria de jeito nenhum?

Este tipo de pesquisa que mede a percentagem do eleitorado que não vota em determinado candidato é realizada em dois momentos distintos, e que o eleitor também avalia a pergunta de maneira diferente: primeiro, ela é feita a meses da eleição, quando boa parte da população não sabe ao certo quem são os postulantes e muito menos quando será o pleito; e segundo, durante o período eleitoral.

Na primeira situação, é comum na resposta, o eleitor indicar os nomes mais conhecidos. Aqueles são menos, teoricamente ainda não possuem. Rejeição em campanhas eleitorais é uma das coisas mais difíceis de serem diminuídas, mas a verdade é que alta rejeição não é regra para derrota nas urnas, por exemplo, Lula tinha 31% de rejeição em abril de 2002 e em maio de 2006 era maior que 34%, e nas duas eleições ele foi eleito.

No segundo momento, quando a campanha já está na rua, o principal fator que eleva o índice de rejeição do candidato A, é o crescimento do candidato B. Esta é uma lógica bem simples de ser compreendida, pois a partir do momento que o eleitor decidiu pelo candidato B, o candidato A é reconhecido como adversário do seu escolhido, logo, ele marca na pesquisa que não vota neste candidato de jeito nenhum.

Portanto, rejeição não significa ódio ao candidato, apenas mostra que o eleitor não vota neste nele, porque escolheu ou estar indeciso entre este ou aquele outro nome.

E com este post marcamos o nosso retorno, esperamos que tenham gostado, se gostaram, tweet isto, compartilhe no seu perfil do Facebook, ou ainda deixe o seu comentário ou a sua pergunta.

Um forte abraço e até a nossa próxima publicação.

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Palanque virtual

Está cada vez mais difícil para políticos com mandato fugirem da presença na internet. Não tem jeito, é um caminho sem volta, agora é apenas uma questão de tempo para que absolutamente todos adiram.

O espaço virtual veio para facilitar a comunicação entre o político e o eleitor. Ele é um excelente canal para a prestação de contas do mandato, a partir do site pessoal, por exemplo, todas as ações desenvolvidas durante o exercício do cargo poderão ser disponibilizadas para todo o eleitorado a apenas um clique, além de poder dar saída para as redes sociais em que esteja presente.

A plataforma está mudando o jeito de fazer política e de comunicar o mandato, mas é fundamentalmente importante ressaltar que simplesmente por estar presente, não é garantia de sucesso. O primeiro passo é compor uma equipe especializada em presença online e que tenha um sólido conhecimento detalhado do comportamento do eleitor na internet e que conheça o segmento de atuação do político, depois planejar a sua inserção e atuação na rede. Esta presença deve ser com foco, controle e constante monitoramento, porque desta maneira o ciclo da comunicação se completa.

Também é importante frisar que além de falar, o político terá de ouvir, e muito, é como se tivesse eleitores 24h por dia batendo em porta, não será fácil, mas é importante.

A presença online dar inúmeras possibilidades diferentes e de interesse comum, e aqui vão algumas dicas: além de comunicar o mandato, o político também pode levar informações relevantes para a comunidade, o que eleva o interesse da população pelo seu site; não discuta com ninguém, admita o erro, pois a abrangência e a repercussão são inimagináveis, podendo até fazer ruir todo um projeto político; não terceirize sua fala, seja você mesmo na internet; debata assuntos importantes para sua cidade; mantenha o foco sempre no eleitor; no palanque virtual, primeiramente ouça; e por último confirme o relacionamento criado na internet, com a presença física.

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Cada um no seu quadrado

Campanha eleitoral executada de maneira profissional só é possível com profissionais em suas respectivas funções de origem, caso contrário o resultado poderá ser desastroso.

Em diversas campanhas no Brasil, muitos publicitários desempenham, ou pelo menos tentam, a função atribuída ao marquetólogo, o que é um grave erro. O marketing é o conteúdo e a propaganda a forma. Um depende do outro em campanhas eleitorais.

O marketing define o caráter da informação e o público a ser atingido, e a propaganda dar a forma criativa à mensagem, de maneira clara e objetiva. Não utilizar esta parceria é perder tempo e dinheiro.

O entendimento de suas diferenças e suas importâncias dentro de todo o processo é fundamental para o sucesso do candidato. Uma campanha eleitoral vai muito além da comunicação, ela requer estratégias que atendam os desejos e demandas do eleitorado.

Sendo marketing diferente de publicidade, logo o marquetólogo terá habilidades que o publicitário não tem, e vice-versa, desta forma o melhor para a campanha é que cada um fique no seu quadrado.

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