O verdadeiro líder

Na última semana, a convite do meu grande amigo Sandro Kuschnir, participei do encontro que reuniu toda a equipe do vereador Floriano Pesaro em seu planejamento estratégico, visando as próximas eleições. Em meio à palestra ministrada pelo professor Arão Sapiro, houve uma dinâmica de grupo com o objetivo de conceituar o verdadeiro líder, tendo como parâmetro a imagem do próprio vereador Floriano, e o resultado foi tão opulento que resolvi escrever esta semana sobre o tema, usando como subsídios as questões defendidas pelo grupo.

Desde que nos organizamos em grupos, sempre houve reconhecimento e respeito pela figura do líder, que no início a escolha de quem iria liderar, era baseada simplesmente na força física, ou seja, aquele que tinha maiores aptidões para a luta, mas com o passar dos séculos e as novas configurações da sociedade, a coisa mudou. As prerrogativas do verdadeiro líder não eram mais baseadas apenas na força bruta, mas sim em sua capacidade intelectual, com competência de falar em favor de seus liderados, defendendo as causas do segmento a que pertence.

Hoje o verdadeiro líder, acima de tudo, deve possuir legitimidade, não com base na imposição, em dadas circunstâncias, como por exemplo, o simples fato de pagar o salário aos seus funcionários no final do mês, ele deve ser reconhecido como tal e ter suas ideias seguidas. Em contra partida, há segmentos que exigem postura coercitiva, o que não será levado em consideração em nossa análise, pois falamos da figura de um líder público.

A postura do líder deve apontar para o perfil desejado pelo seus eleitores. Nas grandes cidades os partidos escolhem seus candidatos para o cargo majoritário, a partir de pesquisas que apontam a imagem desejada para o próximo prefeito, por exemplo. Este é o caso do PMDB, que escolheu seu pré-candidato para 2012 à Prefeitura Municipal de São Paulo, Gabriel Chalita, com base em pesquisas que apotam a figura ideal desajada pelo eleitor paulistano, que quer novidade.

Um líder, além de aglutinador, deve saber dividir méritos com todos os seus liderados, um bom exemplo é o ex-presidente Lula, que sempre empregou o pronome NOSSO governo e nunca o MEU governo, como constantemente declara a atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Empregando este pronome ele divide as conquistas da gestão com toda a sua equipe, e isso os motivam ainda mais a buscarem melhores resultados, além de ser entendido pela população como um ato de humildade, conquistando simpatia.

A simpatia normalmente vem acompanhada pela admiração, que por sua vez, pela esperança, fazendo com que seus liderados acreditem em um futuro diferente ao da sua realidade.

Sendo assim, o verdadeiro líder é amado e legitimado pelo seu povo.

E finalizo parabenizando o vereador Floriano Pesaro pelo posicionamento conquistado, sendo um líder legítimo e reconhecido como tal por sua equipe, que transmite perfeitamente esta imagem à sociedade, o que me leva a inferência, para a próxima eleição, expressa por um dos maiores marketólogos do país, Chico Santa Rita: “uma campanha boa se começa com um bom candidato”.

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