A imagem na política

Depois de falarmos dos fatores de decisão do voto, falaremos agora em quê votamos em uma campanha eleitoral, parece obvio, mas não é. Aposto que a primeira coisa que veio ao pensamento foi: político (pessoa).

Em uma campanha eleitoral não votamos em pessoas, mas sim em imagens, isso porque não sabemos da verdadeira personalidade do candidato, apenas conhecemos a sua imagem construída e transmitida pela comunicação. Por mais que o político tenha um discurso verdadeiro, ele não deixa de está representando frente ao eleitorado.

Dentro do processo de construção da imagem estar a importante atuação do marketing político, sendo que este irá adequar a imagem do candidato conforme a necessidade do ambiente eleitoral, o deixando em situação mais favorável para ser o escolhido do eleitor. Na última eleição presidencial, temos um exemplo claro deste posicionamento de imagem. O ex-presidente Lula ficou conhecido como o pai dos pobres e para dar continuidade ao projeto de poder do PT, Dilma precisou vestir-se da mesma roupagem, mudando completamente sua imagem, afastando-se do semblante da madrasta má, para a boa e dócil mãe do povo brasileiro.

Claro que todas as mudanças foram planejadas e ocorrem de maneira paulatina para não causar reação contrária no eleitorado, e deu certo, além de mudar a imagem, Dilma Rousseff teve de mudar seus hábitos, como por exemplo, antes se apresentava com semblante sempre sisudo, nada simpático e como nossas campanhas eleitorais possuem grande apelo emocional, sendo grande a espetacularização no período, ela precisou sorrir frequentemente frente às câmeras para parecer mais amigável e confiável.

Em muitas campanhas, sobre tudo majoritárias, o posicionamento de imagem é fundamental, pois esta parte, que é visível, sobressai ao inteligível, ou seja, a imagem, em determinados casos, comunica melhor do que o discurso, ainda mais em um país com um grande número de analfabetos como o nosso.

A mudança da Dilma Rousseff foi um caso de adequação ou posicionamento de imagem que deu certo, pois estava alinhada a necessidade do momento e ao cargo em disputa, ocorrido dentro de um processo planejado, por isso, antes de propor uma eventual mudança ao candidato, é importante medir antes os riscos para ter certeza do sucesso, sempre pautado em um planejamento.

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